Os banqueiros

Manuela Silva disse mais (via) do que aqui o João citou. Falou das grandes fortunas dos administradores de empresas, que no seu entender são eticamente escandalosas, e pediu a sua taxação.

1) Porquê as “fortunas dos administradores de empresas” e não apenas as “grandes fortunas”? No futebol português também há ricaços, não há? Porquê o ódio aos banqueiros?

2) E porquê o ódio aos banqueiros privados, que gerem património que, descontadas as contribuições para o Estado, pode ser gerido como aprouver às respectivas empresas e que, se mal gerido, tem a repercussão do abandono de clientes?

3) José Maria Ricciardi, CEO da BES Investimento, disse (cf. suplemento de Economia do Expresso de 13/12/2008) que apoia o estabelecimento de impostos superiores para rendimentos particulares superiores. Escalões de impostos, leia-se.

4) O individualismo e a reduzida filantropia portugueses são propícios à correcção de escalões de impostos.

5) Taxar mais a produtividade empresarial ou o rendimento pessoal resultará em perdas de investimento e na emigração ou fuga fiscal de grandes investidores. Resta saber se os ganhos estatais com os escalões seriam superiores à perda potencial de investimento (que não é quantificável e, portanto, é facilmente manipulável pelos políticos).

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