A absolvição da fé (3)

Nesse sentido, considero que as correntes comunistas derivadas do marxismo e do marxismo-leninismo são parte dessa crença imbatível em fins históricos. Assim, da mesma forma que a ideia de eternidade alcançável adoptando preceitos predeterminados, a ideologia internacionalista de um processo revolucionário cujos passos conduzem à libertação humana e à felicidade suprema é diversa, por exemplo, do fascismo, muito mais nacionalista e contextualizado, ainda que também socialista. Esse nacionalismo (onde se poderá incorporar os casos italiano, espanhol e português) não é, portanto, alvo desta análise. Franco, por exemplo, concebeu o final do seu “reinado” como uma democratização, como veio a acontecer. Já o caso do nazismo, expansionista e imperialista, laico e iconoclasta, parece-me encaixar na definição de “fé” enquanto salvo-conduto para uma purificação colectiva transnacional.

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