Nepotismo (2)

A propósito do último post do Rui Rocha, encontrei um texto, de João Moreira de Sá, no seu Arcebispo de Cantuária, que muito bem retrata todo o ruído em torno do caso Freeport:

Tendo a acreditar nas pessoas enquanto tal, mesmo políticos e governantes. Prezo muito a presunção de inocência sobretudo de quem de nada é acusado e com tanta barbaridade que se faz neste país fico até com a sensação de que a haver marosca no caso Freeport, terá sido ao nível do jeitinho, eventuais “luvas” terão sido com terceiros. Quem nunca recorreu a um jeitinho que atire o primeiro estudo de impacto ambiental. Quem nunca teve um familiar que, podendo, se aproveitou do nosso “nome”, se o temos com aspas, que atire o segundo, revisto.
Mas não consigo deixar de me questionar de em quantos e quais países dos ditos democráticos, desenvolvidos, ocidentais, europeus,escolha-se o indicativo que mais se aproprie e não ofenda sensibilidades, tirando talvez a Itália, seria viável um primeiro ministro manter-se em incólume capacidade de exercício de funções atravessando suspeitas, rumores de licenciaturas mal explicadas, favorecimento de interesses imobiliários, conivência com influências. De nada é acusado, é certo. Mas em política suspeitas e rumores têm um peso tão maior quanto atabalhoada for uma explicação, se perpetuar uma incerteza.
Faça-se um exercício muito simples: e se fosse Santana Lopes?

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