As casas da Guarda

  • A comissão (interna) que elaborou o relatório ontem publicado diz que os projectos que tiveram o dedo de Sócrates não foram aprovados mais depressa que os outros, no geral. Nada é referido sobre a autoria dos projectos. Foi assumido que os projectos são de Sócrates.
  • O PSD da Guarda diz que vai ler o relatório e que dentro de 15 dias, em Assembleia Municipal, vai querer discutir o tema. O vice-presidente da autarquia diz que não mais o tema será debatido.
  • Joaquim Valente e Fernando Caldeira foram colegas universitários de José Sócrates. O primeiro é agora Presidente da Câmara da Guarda; o segundo foi, segundo o Público, um dos vários funcionários da autarquia da Guarda que fizeram projectos depois assinados por Sócrates, já que eles não podiam assumir a autoria. Joaquim Valente rejeitou essa notícia do Público. Nenhum processo judicial foi iniciado.
  • Há um ano, anunciando que seria iniciada a investigação em torno dos projectos de Sócrates, Joaquim Valente afirmou isto: «O autor dos projectos assume-os e isso não me causa qualquer tipo de dúvida. Se os projectos têm o termo de responsabilidade do então engenheiro José Sócrates, não subsistem dúvidas nenhumas». Logo, para quê investigar se foi ele o projectista? Se ele o diz…
  • Em Janeiro de 2008, o Público noticiou que projectos concebidos por outros arquitectos e assinados por José Sócrates foram aprovados mais depressa. O texto foi assinado por José António Cerejo. José Sócrates negou a notícias e o seu gabinete de imprensa idem, dizendo que a autoria dos projectos é de Sócrates. Na notícia Cerejo cita os projectistas em causa, que afirmam que Sócrates apenas deu o nome.
  • A propósito de uma notícia de Cerejo que divulgou o pagamento de 1 milhão de euros pelo Ministério do Ambiente à DECO, em 2001, José Sócrates processou o jornalista do Público. Em 2008 foi declarada a sentença. O primeiro-ministro teria de pagar 10 mil euros a Cerejo.
  • Na década de 80, José Sócrates projectou uma casa em cima de um curral de vacas, sem drenagem de esgotos, e um outro projecto seu para terrenos agrícolas fora do perímetro urbano foi chumbado pelos serviços municipais e pelo Ministério do Ambiente, mas mesmo assim a Câmara aprovou-o. Sucederam-se pedidos administrativos de embargo e demolição da casa, mas ela acabaria ampliada… com novo projecto de Sócrates.
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