Situacionismo (3)

Quanto ao decálogo que JPP apresenta aqui e que, no seu entender, vai ao encontro do jornalismo de vários órgãos de comunicação, devo dizer que uma coisa é enunciar esses dez aspectos como indicadores máximos da propaganda governativa e outra aferir influência directa dessa propaganda nos órgãos de comunicação social caso eles enfatizem, explícita ou implicitamente, um ou mais desses pontos. Se num jornal, em editorial por exemplo, é afirmado que Sócrates e companhia têm estado a par das dificuldades, que são determinados, que não há oposição credível ou que a crise veio obstaculizar a sua caminhada triunfal não devemos linearmente perceber aí influência propagandística ou partidária.

Lembremo-nos que, ao longo deste mandato de Sócrates, foi uma oposição frágil que raramente apresentou números aos eleitores: os números que mostram que os principais indicadores da economia portuguesa pioraram e que, deles, apenas o défice baixou (cf Miguel Frasquilho).

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