Hasta siempre Chávez

Mais uma grande vitória da bela democracia venezuelana.

  • Trackback are closed
  • Comentários (9)
    • josepedromonteiro
    • 16 de Fevereiro, 2009

    Hum, ouvi dizer que na Irlanda também vão repetir um referendo…

  1. De facto, comparar Irlanda e Venezuela, Brian Cowen e Hugo Chavez e os referendos em causa é algo que não me passaria pela cabeça. Genial. Absolutamente despropositado. Mas genial.

    • josepedromonteiro
    • 16 de Fevereiro, 2009

    Então elucida-me lá, qual é o problema do fim da limitação de mandatos? Falemos do Chile ou da Colômbia, pode ser? Exemplares democracias de tipo ocidental.
    Extraordinário, o Brian Cowen é um tipo às direitas o Chávez é um camafeu. Não é preciso mais nada. Baseamos tudo em presunções, as que nos são mais queridas, e está tudo resolvido… Não falemos do Brian Cowen mas falemos do Brown, tem limitação de mandatos?

  2. A questão não está na limitação de mandatos, que não me aquece nem me arrefece, seja em que parte do mundo for, assim haja voto democrático e não imposto. A questão está em alguém que insiste no fim dessa limitação depois de ter afirmado que pretende manter-se no cargo até 2040.
    Quanto às democracias da América Latina, Orwell e Garcia Marquez, por exemplo, já se debruçaram o suficiente sobre elas. E parece-me que terás por ambos alguma estima.
    Por fim, quanto a presunções que nos são mais queridas, estamos no mesmo barco. Só que remamos em sentidos claramente opostos.

  3. Errata – falou em 2049, não em 2040. Erro ao digitar.

  4. “qual é o problema do fim da limitação de mandatos? ”

    É pá, quer-me parecer que nos regimes democráticos a alternância no poder não só é saudável como necessária. Quando um só indivíduo se assenta no poder muito tempo há demasiados vícios que são criados. Dá aquela impressão de ‘one man show’.

    Aliás, defender a perpetuação do indivíduo ‘x’ no poder não é contrariar alguns dos princípios alienáveis daquilo que deveria ser uma democracia?

    Depois, comparar o referendo na Irlanda ao da Venezuela é tão despropositado e irracional como comparar o golo do Di Maria de ontem ao autogolo do Frechaut no sábado. São de galáxias, sistemas solares, dimensões (o que quiseres) diferentes.

    • josepedromonteiro
    • 16 de Fevereiro, 2009

    Em jeito de nota, que há de sair um post, se ainda tiver tempo:
    – Ele pode dizer o que quiser (e não sou certamente um entusiasta do homem), no entanto, a verdade é que para chegar lá tem que receber o voto dos venezuelanos. E, cá está, cada uma mima a sua vaca, tu vais-me dizer que a democracia não se resume ao voto. Eu concordo, talvez por motivos diferentes (por exemplo, se eu disser que a democracia, para ser saudável, não pode conviver com disparidades sociais muito grandes, vais falar em jargão ou em teoria da conspiração). É difícil, para mim, tendo em conta as ditaduras que a história já teve o prazer de conhecer (algumas ainda por aí andam), catalogar como Ditadura a Venezuela. Acho, até, um desrespeito por coisinhas a sério, como a Republica Popular da Coreia, a China (estou vos a fazer o favor) mas também o Qatar, a Arábia Saudita. Ou o Chile dos idos…
    – A comparação com a Irlanda é, como já devem ter percebido, na base da restrição a uma única variável. A legitimidade do referendo para alterar profundamente a orgânica interna. A Irlanda vai repeti-lo certamente… Nesse sentido a repetição na Venezuela não é menos legítima. Já agora, e se a Irlanda não o repetir? Quanto à comparação do referendo num sitio e noutro, não tem havido queixas por parte de observadores internacionais quanto à legalidade das eleições, referendos, etc…

  5. Aguardo o post para aprofundar a discussão. De qualquer forma, nunca me referi à Venezuela como sendo uma ditadura (embora esteja mais perto disso que de uma democracia saudável). Referi-me ao seu presidente, principalmente depois das suas declarações (o tal 2049), como putativo futuro ditador da Venezuela.

  6. também curtinho que o patrão não gosta de me ver na net…

    “Quanto à comparação do referendo num sitio e noutro, não tem havido queixas por parte de observadores internacionais quanto à legalidade das eleições, referendos, etc…”

    por acaso, um eurodeputado nacional registou algumas queixas do voto electrónico em que ‘não’ virava ‘sim’ e ‘branco’ em ‘nulo’. Ouvi na TSF de manhã – vale o que vale.

    Sobre Chávez, dizer que apesar de se manter no poder com o voto popular não deixa de ser verdade que reviu e fez aprovar uma nova constituição onde ampliava os poderes do presidente, que antes de ser presidente liderou diversos movimentos de rebelião e tentativas de golpe-de-estado, extinguiu o senado e aumentou a presença do Estado na sociedade, entre outras coisas – como sustentar todo o crescimento económico no petróleo o que, ultimamente, não lhe tem dado grandes resultados. Nem a ele, nem aos venezuelanos.

    Por isso, convenhamos que o homem não é propriamente a pessoa que nos vem à cabeça quando pensamos em líderes democratas.

    Fico a aguardar por esse post.

    PS: Gostei que reconhecesses a ditadura na China. Há quem olhe para lá e veja o céu na terra – afirmação plena de ironia divina.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: