Um tipo diz o que lhe apetecer

Fim de um dia de trabalho e tive o enorme prazer de ler a crónica da Esther Mucznik no público.  Há coisas que nunca vou perceber, uma delas é citar-se Fukuyama (há tipos que por previsões bem menos parvas, foram rasurados de qualquer espaço público, mesmo por acção de outros).

Outra coisa que me causa particular azia é ver a cronista falar da imoralidade da promoção da democracia pela força… (para ser rigoros, confesso que não sei a posição dela em 2003, mas eles desapareceram todos ). Mas partindo para o que interessa, a coisa começa no tom laudatório do costume sempre que se lê Obama e a reacção não se faz esperar,provoca todo aquele sortido de náuseas, diarreia e suores frios associado ao estilo, para depois partir para uma crítica subtil à política do homem, demasiado pragmática. Já a cronista não é nada pragmática e prima pela sua aversão a relativismos culturais de qualquer espécie. Já os temporais, tem dias…e por isso, ainda agora encontrei  um artigo de 2003, se não estou em erro, em que dizia que a Paz seria impossível com Arafat. Agora é impossível com o Hamas… Ora, como sou boa pessoa acredito que a cronista conheça alguém que permita a paz. Já tenho mais algumas dúvidas que Paz signifique um Estado Palestiniano…

Recauchutada, a imoralidade da imposição da democracia pela força deve ser lida de forma muito, muito rígida… demover a democracia pela força já não faz parte do cardápio da imoralidade.

Estocada final, os apoios internacionais para a reconstução da faixa de gaza são imorais porquanto carecem de reciprocidade. O que favorece o Hamas mas devia favorecer a Fatah. Em primeiro lugar, nunca pensei ouvir a cronista clamar por uns quantos balázios teleguiados na terra santa, em segundo, a moralidade desta pia dama incluía deixar os palestinianos de Gaza esfaimados, para depois votarem com a cabeça (ou com a barriga, ou com os pés, tanto faz).

Ah, muito me encanta tamanha moralidade

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  • Comentários (2)
  1. José Pedro:os textos dessa senhora, parcialíssimos até mais não posso, envergonham-me, por vezes! é que, outras vezes,ela até parece raiar as “bordas “do seu pseudo humanismo!
    É por essas e por outras que GAZA tal como LHASA,angustiam o que em mim há de humano.
    Abraço

    • josepedromonteiro
    • 13 de Março, 2009

    Só umas coisas…
    Há diferenças entre as duas situações (que não têm que ver com minimização de uma ou outra, no plano ético), uma delas é a clivagem ausente a ocidente sobre a questão do Tibete. Outra é o facto de os acólitos de Israel, na questão do Tibete não estarem particularmente preocupados com o futuro do tibete nem com o passado (sim Rui, estou a falar contigo e das sociedades teocráticas).

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